Museu do Ipiranga transfere acervo para prédios

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Museu do Ipiranga começa a ser reaberto
20 de julho de 2015

Museu do Ipiranga transfere acervo para prédios

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Cerca de 120 mil peças do acervo serão levadas para locais provisórios por conta da reforma; apenas 20% dos objetos retornam em 2022, ano de previsto para reinauguração do Museu.

Um dos maiores museus do país está de mudança. E a bagagem para uma estadia temporária é grande: cerca de 120 mil peças com centenas de anos. Este é o tamanho do acervo do Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga. O majestoso prédio de 1890, casa oficial do acervo, está interditado há dois anos, depois de apresentar graves problemas em sua estrutura. Os forros dos tetos das salas de exposição começaram a ceder. Um dos motivos para o dano seria o excesso de peso do acervo, que cresce há 120 anos.

Para que o edifício ganhe reforma, a maior parte dos objetos terá de deixar o local. É uma operação inédita no país e arriscada por poucos outros no mundo. Objetos de grande porte, como o queridinho do museu, o quadro de 1888 do artista Pedro Américo, “Independência ou Morte”, vão ficar. A avaliação dos organizadores do processo é que retirá-lo dali seria inviável. Assim como as estátuas dos bandeirantes nas entradas, o quadro ficará protegido por caixas especiais no período de obras.

Para acomodar todo o material que será retirado, que vai de livros e fotos a quadros e esculturas, foram alugados sete prédios no bairro do Ipiranga. Os espaços provisórios serão utilizados por período que pode chegar a 10 anos. A USP é a responsável pelo museu e por todo o processo de reforma. O gasto mensal com os alugueis é de R$ 173 mil. Os imóveis passam agora por adaptação para poder receber as peças, que precisam de cuidados especiais.

A diretora do museu, Sheila Walbe Ornstein, acredita que o processo de retirada do acervo esteja terminado até o fim de 2016, mas não descarta que ele seja mais lento por causa de problemas com verba. “A USP depende da arrecadação do ICMS para seu orçamento, e sabemos que há queda por causa das condições econômicas do país. Há empenho da reitoria em captar recursos para os projetos. Mas podem existir impactos (orçamentários no museu). As licitações dependem de recurso da universidade”, disse.

A primeira transferência será da biblioteca, que possui cerca de 70 mil títulos. A expectativa é que até o fim do ano o processo seja concluído. Parte dos imóveis provisórios será aberta para visitação do público enquanto as obras no edifício do museu não ficarem prontas.

A USP trabalha para que o novo Museu do Ipiranga seja reaberto até 2022, quando a independência do país completa 200 anos.

Apenas 20% do acervo vai voltar para o edifício. Esta é a porcentagem do material que já ficava em exposição. O restante é chamado de reserva técnica e será transferido para novo prédio. “As obras expostas ficarão mais bem acomodadas”, garante Sheila.

 

Fonte: Band Notícias