Acervo

O Museu Paulista conta com um acervo de mais de 125.000 unidades, entre objetos, iconografia e documentação arquivística, do seiscentismo até meados do século XX, eixo para a compreensão da sociedade brasileira, a partir do estudo de aspectos materiais da cultura, com especial concentração na História de São Paulo.

aquarela
Sem Título. Aquarela de Victor Meirelles de Lima (Roma, década de 1950),
período de formação do pintor na Europa. 32 x 23,5 cm.
arca
Cofre tipo arca, que pertenceu à Casa de Câmara e Cadeia de São Paulo, no século XVIII.
Não havendo naquele período, grande variedade tipológica de móveis, as arcas,
mesas e cadeiras constituíam a mobília oficial da época.
condecoracao
Condecoração Ordem Imperial da Rosa, criada por D. Pedro I, em 17 de novembro de 1829, para perpetuar a memória de seu casamento com Dona Amélia. Foi inspirada "nas miúdas rosas
que ornavam, como uma chuva de pétalas", o vestido da Imperatriz. Aqui apresentada nas classes Grande Dignitário, Dignitário (insígnia e placa), Comendador (placa) e Cavaleiro (miniatura). Concedida por D. Pedro II àqueles que foram considerados heróis, especialmente durante a Guerra do Paraguai.
bombeiro
Veículo do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Com mangueiras acopladas, bombeava água de rios, soltando-a em jatos produzidos por pressão de vapor, para apagar incêndios. Fabricado pela Merryweather & Sons, de Londres, era o que havia de mais moderno em matéria de equipamento anti-incêndio e fazia parte da primeira leva de instrumentos importados pelo Corpo de Bombeiros, na década de 1890. No inicío do período republicano, vários serviços públicos implantavam-se na cidade.
moedas

As moedas da Série de Cruzados, que circularam no Brasil durante o 2o. Império, apresentam-se nos valores de 1200, 800, 400, 200 e 100 réis. Fabricadas em prata, na Casa da Moeda do Rio de Janeiro, entre l833 e l848, não possuem letra monetária (que identifica o local de cunhagem), pois a partir de 1834 a fabricação de moedas foi centralizada naquela cidade.

quadro

Independência ou Morte, de Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843-1905). Pintura histórica realizada em 1888 por encomenda do Governo Imperial, em memória da proclamação da Independência, e para ficar exatamente no local onde se encontra, no Salão Nobre. O pintor seguiu os moldes acadêmicos na execução desta obra, realizando estudos, visitando o local, recolhendo documentos, retratos e depoimentos dos personagens envolvidos. Esta obra é um forte elemento do imaginário da Independência Nacional.

brinquedo

Brinquedo de lata usados no Brasil: chocalho fabricado nos Estados Unidos, provavelmente na década de 1930. Traz motivo de bailarinos e de músicos tocando seus instrumentos, 11,5 cm.

sertao

Pouso no Sertão em 1826 (Queimada). Óleo de Aurélio Zimmerman, c.1920, realizado a partir de desenho de Hercules Florence: "Acampamento no rio Pardo - grupos".

louca

Serviço de porcelana da segunda metade do século XIX, que pertenceu à 2ª Baronesa de Jundiaí, Anna Joaquina do Prado Fonseca, de quem traz, em monograma, as iniciais “AF”. Proveniente da Manufatura Gauvain, da cidade de Limoges, é um dos muitos serviços de mesa franceses encomendados pela aristocracia brasileira do século XIX. Tais conjuntos faziam parte de um complexo aparato material, que conferia conotações de refinamento à elite nacional.

vestido

Vestido de noite, produzido pela Maison Boué Soeurs, de Paris, que pertenceu a uma brasileira, na década de 1920. Em tecido de seda e fio metálico, tem o corpo bordado, na frente e atrás, com fios prateados e aplicação de contas e outros elementos metálicos e saia de fio metálico, sobreposta a outras duas, em crepe de seda. O brilho e o movimento que caracterizavam este modelo de vestido, conhecido como “de melindrosa” e expressavam a descontração, difundida como moda, no período entre-guerras.

varzea
Inundação da Várzea do Carmo, em 1892, de Benedito Calixto de Jesus (1853-1927). Pintura panorâmica para a qual possivelmente o artista utilizou, como matriz, três a quatro fotografias, para dar a visão de 180 graus. O uso do recurso fotográfico como matriz para execução de pintura foi uma prática comum no final do século XIX e nas primeiras décadas deste.

Em função de objetivos institucionais, os acervos têm sido mobilizados para a análise de problemáticas pertinentes às três linhas de pesquisa a que o Museu se dedica: Cotidiano e Sociedade; Universo do Trabalho; História do Imaginário.

Objetos e iconografia, além dos documentos textuais, são utilizados como fontes de informações que abrem novas perspectivas para as pesquisas na área de História Social, no campo da Cultura Material.